GRAM - GRUPO DE APOIO A MULHER

Maria da Penha, foi. vítima de violência

Maria da Penha, foi. vítima de violência
Devido a luta dela, foi homologada a Lei Maria da Penha.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Eu já sofri agressão doméstica...

... pelo período de 8 anos foram espancamentos, estupros, violência patrimonial e psicológica.

Muitas pessoas que não entendem o que é viver aprisionada desta maneira e por esse motivo julgam. 


Acontece que uma mulher quando se encontra nesta situação ela sofre uma espécie de lavagem cerebral e não tem mais domínio sobre seu ser, ela perde totalmente a identidade porque o agressor aos poucos envolve a vítima em uma trama psicológica baseada no medo onde ela perde o senso de realidade e passa a acreditar que a vida se resume ao terror que esta vivenciando.


A vítima fica sem expectativas de mudança e simplesmente aceita seu destino. 


Infelizmente algumas nunca conseguem se libertar, eu sei que sou uma minoria por estar viva e liberta entre tantas mulheres que estão convivendo com agressores. 


Não existe outro caminho que não seja a denúncia, a vítima precisa ter coragem em denunciar seu agressor e somente assim ela terá a oportunidade de começar uma nova vida sem violência.



Vítima de violência doméstica..

terça-feira, 7 de junho de 2016

Ele começou a me tratar mal...

Eu me casei nova, acreditei no que ele dizia, que iríamos ser felizes. Evangélica, casei com um ano de relacionamento e permaneci 7 meses em um casamento infeliz.

 


Ele começou a me tratar mal e eu lembro que chorava todos os dias. Não podia usar mais as Minhas roupas, conversar e nem sair com outras pessoas, e ele sempre me diminuía.


Me explorou e tirou de mim tudo que pode, meu salário, Minhas amizades, meu tempo livre que tinha que ajudá-lo a fazer trabalhos de seu curso.


Ele me fazia sentir a pior pessoa do mundo, colocava defeitos em minha aparência, personalidade, inteligência e na minha área profissional.


Desqualificava tudo. Junto a isso começou a me agredir fisicamente me apertando, empurrando, socando, em meio às discussões e me culpava pelo seu descontrole.


Além disso não queria fazer sexo comigo com frequência e me chamava de doente, dizia que eu era uma piranha, dizia que Minhas lingeries e roupas íntimas não o atraiam e eram motivo de eu ser tão apagada na igreja.


Por fim peguei uma DST dele que não queria usar camisinha de nenhuma forma mesmo eu querendo e hoje eu estou tratando aquilo que ele me transmitiu .


Ele conseguiu me violentar em diversas áreas da minha vida e como era meu primeiro relacionamento sério eu custei a acreditar que aquilo estava acontecendo comigo: Violencia física, moral, psicológica , sexual.


Me mantive por um tempo nisso porque era um ciclo onde ele pedia desculpas e dizia que ia mudar e assim permanecia por um tempo, pra depois voltar a me agredir.


Consegui sair de casa com 7 meses de casamento, ele demorou 3 dias para deixar o local e ainda pediu pra minha mãe que eu voltasse pq seria uma vergonha pra ele na igreja.


Eu saí de casa pq ele havia me agredido de uma forma que eu não tinha como negar que era violência física , e eu não havia feito nada pra ele vir pra cima daquele jeito.


Demorei meses pra me livrar dele e hoje estou livre.


A luta valeu a pena, contei para todos, procurei ajuda e hoje tenho acompanhamento .


Ele continua próximo dos Meus pais frequentando a mesma igreja fingindo que nada aconteceu e sondando.


Mas eu estou livre porque ele já é passado e não pode fazer nada comigo pois tenho proteção .


Mulheres que estão aqui, lutem pela sua liberdade, sejam fortes !


Se estruturem e preparem para sair no tempo certo!


Eles não mudam e mesmo com desculpas e passando um tempo melhor eles voltam a fazer de novo, é um ciclo!!! tudo

Toma pra ti, o que te pertence de direito, a sua vida, a sua felicidade, os seus sonhos.

domingo, 5 de junho de 2016

Uma realidade triste, cruel e assustadora.


Observando a revolta de uma parte da população sobre a violência cometida por essa menina em uma das comunidades do Rio, essa grande parte que faz questão de expor sua opinião convicta de que não houve estupro e a acusam por suas escolhas erradas, assustadoramente no meio desses revoltosos estão mulheres, muitas mulheres de varias idades e diversas classes sociais.

Passei um tempo me questionando e sofrendo por essas mulheres que não conseguem ver que essa menina é fruto de um meio cruel, do vício, e dessa cultura que não respeita a mulher, não respeita o ser humano.


Então, esses dias como uma explosão de emoção me vieram à tona algo cruel e que causa espanto, querem negar o estupro que está em nosso cotidiano, querem acreditar que o estupro é somente algo cruel e distante feito por maníacos, psicopatas, doentes mentais. Mas não, esse caso, essa historia mostra que eu já fui vítima e que você homem já cometeu esse crime e nem se deu conta. Cruel, né? Assustador.



Mas vamos lá, vou tentar explicar.

 Uma mulher com vida boemia, de muitas baladas e bebidas e já acordou no dia seguinte sem ter a certeza do que havia acontecido, já ficou com caras em baladas e só lembrava quando ligavam ou alguma colega dizia. Se a mulher estava muito bêbada e você percebeu e mesmo assim foi aos finalmente, você cometeu esse crime.



Pois é, vulnerabilidade, amnésia a alcoólica é uma arma para mulher ser responsabilizada e para esse mesmo homem que também bebeu, mas conscientemente viu que o estado físico era de “está querendo” aproveitar para abusar, e finalizar a noite, afinal se estava doidona na pista era isso que estava buscando. Triste realidade, mas é comum.


A esposa que está cansada e só precisa dormir, está precisando de um momento dela e acorda com seu marido a acariciando, muitas vezes a penetrando... Para esse marido não há estupro, para essa mulher é seu dever de esposa aceitar sem questionar. Cruel e é estupro.


A jovem que em festa usou drogas, compartilhada entre amigos, incentivada por muitos homens e ficou tão louca que foi a diversão dos meninos. Quem nunca ouviu esse relato em um bate papo descontraído? Onde o que se ouve é bem feito, ela deu mole ou caramba, essa garota é muito piranha. Não, ela não é piranha, ela é vitima desse machismo escancarado na nossa frente.

Os relatos são variados e tristes e inseridos em nosso dia-dia, poderia escrever um livro te dando os mais variados exemplos. 
Ao invés de querer justificar o certo ou errado, o que é justo ou não,  devemos olhar para dentro de nós e tentar ser mais humano, perceber que nossa sociedade precisa amadurecer. Avisar a uma adolescente que esse perigo existe em todos os lugares.


Sobre a menina que fez nossa população parar e refletir, se revoltar, questionar, mídia divulgar diversos casos, pesquisas compartilhadas, mulheres se unirem, eu me solidarizo por suas escolhas erradas e pelo sofrimento que trouxe para sua família e desejo que você consiga se libertar do caminho escuro e consiga encontrar paz e luz, se refazer e aceitar ajuda...

 Para as meninas que estão descobrindo as baladas, que curtem se divertir, eu peço para que cuidem de seus copos (aquilo que nossos pais diziam é o melhor conselho), cuidem de suas amigas e voltem para casa juntas, observem se alguma amiga está ficando vulnerável cuide bem dela, ela irá te agradecer depois. Meninas permaneçam unidas!!!

As mulheres casadas, vocês são donas de seus corpos, são donas de si, o marido de vocês é um companheiro para a vida não seu dono.

Aos homens eu peço compaixão, mais humanidade e que respire fundo, mas respeite, tenho certeza que é o que sua mãe falou para você a vida inteira.

E eu desejo que possamos olhar para o próximo sem querer justificar que a vitima não é tão vítima assim.

Ninguém sabe a dor que o outro carrega em sua vida.

Ninguém sabe o porquê naquele dia em especial a mulher bebeu um pouco mais, a esposa quis dormir cedo, a jovem estava vulnerável para tirarem proveito dela.

Ninguém sabe a dor que o outro carrega ninguém sabe os motivos da escolha do outro, mas podemos tentar fazer algo para a nova geração que vem. 

Podemos ensinar a amar, respeitar o limite do seu corpo, sua mente e do corpo e mente do próximo também.

Rafaela de Oliveira
Estudante de psicologia 😉

sábado, 4 de junho de 2016

Mulheres vão debater como enfrentar o aumento da violência doméstica

Encontros no Café Filosófico são gratuitos e acontecem às sextas-feiras.

Do G1 Campinas e Região
Historiadora da Unicamp Margareth Rago faz a curadoria dos debates no Café Filosófico de junho (Foto: Divulgação/CPFL Cultura)Historiadora da Unicamp Margareth Rago faz a curadoria dos debates no Café Filosófico de junho (Foto: Divulgação/CPFL Cultura)
Como as mulheres enfrentam o registro crescente da violência doméstica, de gênero e os ataques dos grupos conservadores misóginos em ascensão? A pergunta será levantada durante o ciclo de debates de junho do Café Filosófico CPFL sobre “O que querem as mulheres: poéticas e políticas feministas na atualidade”, com a curadoria da historiadora da Unicamp Margareth Rago.
"Forças conservadoras agem com frequência enquanto aumenta a violência contra as mulheres. Como os feminismos respondem a isso?”, questiona a curadora.
Forças conservadoras agem com frequência enquanto aumenta a violência contra as mulheres. Como os feminismos respondem a isso?"
Margareth Rago, historiadora
Os debates são abertos ao público em Campinas (SP) e transmitidos ao vivo pela internet..
No primeiro encontro, (03 já houve), a médica e livre-docente da Faculdade de Saúde Pública da USP Simone G. Diniz fala sobre “Feminismos, corpo e saúde: uma agenda no século 21”.
“Em tempos de internet, emergem insurreições pela democratização das informações e do poder de decisão, com narrativas subversivas disputando com a medicina as concepções de saúde e bem-estar.”, afirma a médica Simone Diniz.
Na semana seguinte, a médica e livre-docente da USP Maria José “Zeca” Rosado falará sobre “Feminismo(s) e religião(ões): aproximações, ambiguidades e contradições”.  No terceiro encontro, no dia 17 de junho, a socióloga e professora da UESB Núbia Regina Moreira abordará o tema “O movimento feminista negro no Brasil: vozes sujeitos e políticas”..
O último encontro será realizado com a curadora Margareth Rago, que vai discutir “A insubmissão feminista na atualidade” no dia 24 de junho. A entrada é gratuita, por ordem de chegada, uma hora antes de cada sessão
Serviço
O que: Café filosófico - “O que querem as mulheres: poéticas e políticas feministas na atualidade”
Quando: todas as sexta-feira de junho, às 19h
Onde CPFL Cultura, na rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1632, Chácara Primavera
Capacidade: 180 lugares
Classificação etária: 14 anos
Entrada gratuita, por ordem de chegada, uma hora antes de cada sessão
Informações: (19) 3756-8000

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Violência, porquê?

V i o l ê n c i a,  p o r q u ê?





Todos os dias vimos cada vez mais a violência aumentando
tendo como vítimas, mulheres, crianças, idosos, homossexuais, animais
entre outros...
A pergunta que não se cala, até quando, até quando?
O que motiva alguém a fazer o mal para outra pessoa?
De uma coisa é certa, a violência começa na mente!
Um cérebro diferente, um DNA criminoso, problemas hormonais, pais ausentes...
Será que há possibilidade de respostas para um ato desses!
E o que pode dizer as vítimas indefesas, as que nenhum ato cometeram, a não ser estar vivos(as)!
Falta de Deus, educação, índole... quantas desculpas mais?
"Tão antiga quanto a própria humanidade, a agressividade também frequenta o universo bíblico. Quem não se lembra da história de Caim e Abel? Na Bíblia, Caim invejava o irmão e acabou por assassiná-lo."
"Em alguns casos, a agressividade deixa de ser apenas um mecanismo natural de defesa, passando a ser uma bomba-relógio, prestes a explodir. Fundador da moderna etologia (o estudo do comportamento animal), o zoólogo austríaco Konrad Lorenz (1903-1989) afirma que quando a agressividade vem antes do amor, ela é um desvio: “Esse tipo de agressividade é uma violência em si mesma: é a mola que impulsiona certos homens a cometer massacres ou genocídios.” (Fonte: revistaplaneta.com.br/a-violencia-comeca-na-mente/)
A violência gratuita é algo que tornou-se banal, as pessoas não dialogam mais, simplesmente partem para tal ato.
Ninguém tem o direito  de violentar a integridade física, e moral de uma pessoa.
Autora: Alessandra Julião - Coach e Palestrante

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Conheça algumas formas de agressões que são consideradas violência doméstica no Brasil:



1: Humilhar, xingar e diminuir a autoestima
Agressões como humilhação, desvalorização moral ou deboche público em relação a mulher constam como tipos de violência emocional.
2: Tirar a liberdade de crença
Um homem não pode restringir a ação, a decisão ou a crença de uma mulher. Isso também é considerado como uma forma de violência psicológica.
3: Fazer a mulher achar que está ficando loucaHá inclusive um nome para isso: o gaslighting. Uma forma de abuso mental que consiste em distorcer os fatos e omitir situações para deixar a vítima em dúvida sobre a sua memória e sanidade.
4: Controlar e oprimir a mulherAqui o que conta é o comportamento obsessivo do homem sobre a mulher, como querer controlar o que ela faz, não deixá-la sair, isolar sua família e amigos ou procurar mensagens no celular ou e-mail.
5: Expor a vida íntimaFalar sobre a vida do casal para outros é considerado uma forma de violência moral, como por exemplo vazar fotos íntimas nas redes sociais como forma de vingança.
6: Atirar objetos, sacudir e apertar os braçosNem toda violência física é o espancamento. São considerados também como abuso físico a tentativa de arremessar objetos, com a intenção de machucar, sacudir e segurar com força uma mulher.
7: Forçar atos sexuais desconfortáveisNão é só forçar o sexo que consta como violência sexual. Obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto ou repulsa, como a realização de fetiches, também é violência.
8: Impedir a mulher de prevenir a gravidez ou obrigá-la a abortarO ato de impedir uma mulher de usar métodos contraceptivos, como a pílula do dia seguinte ou o anticoncepcional, é considerado uma prática da violência sexual. Da mesma forma, obrigar uma mulher a abortar também é outra forma de abuso.
9: Controlar o dinheiro ou reter documentosSe o homem tenta controlar, guardar ou tirar o dinheiro de uma mulher contra a sua vontade, assim como guardar documentos pessoais da mulher, isso é considerado uma forma de violência patrimonial.
10: Quebrar objetos da mulherOutra forma de violência ao patrimônio da mulher é causar danos de propósito a objetos dela, ou objetos que ela goste.
Fonte: 
Portal Brasil